Adorei a surpresa amor!!! E para retribuir te dedico a mesma música...
É, só tinha que ser com você...Havia de ser prá você...
17 junho 2010
The Bobs com bobs
16 junho 2010
Xixi no banho????
O anúncio está publicado no site http://www.xixinobanho.org.br/, seguindo um design bem descontraído, interagindo com o internauta.
A idéia é boa, basta divulgá-la! Faça seu xixi no banho!
11 junho 2010
What the f*#@"k is CALA BOCA GALVÃO
Começa mais uma Copa do Mundo.... O maior congraçamento de um esporte neste planeta, que a cada 4 anos pára na frente da TV para vibrar, chorar, ou apenas assistir boas partidas. Entre o gigantesco espetáculo musical apresentado em Soweto para milhares de africanos do sul e o apito do juiz dando início a México x Bafana Bafana, ter visto a Shakira ou Will Im do Black Eyed Peas, masssssss as redes sociais bombaram outro tipo de liderança brasileira.
Desta vez não somos mais apenas o país do futebol; já somos os segundos do mundo no ranking de consumo verde divulgado pela National Geographic Society e chegamos ao topo dos Trendings Topics do Twitter mundial com a "tag" #CalaBocaGalvao. Conseguimos exportar mais uma maravilha tipicamente brazuca, assim como travestis e o Fórum Social Mundial. O mundo nem conhece o chateador de plantão das Copas da rede Globo, mas já o odeia.
"What the f"#@k is CALA BOCA GALVÃO" foi a pergunta mais light feita por internautas de todo o planeta através do twitter durante as 3 intermináveis horas de duração da cerimônia de abertura da South Africa 2010.
Pior para o resto do mundo é que isso vai crescer e a promessa é de manter o narrador de TV nos "TTs" até o fim da Copa. Não é difícil conseguir, afinal os brasileiros plugados já estão com a paciência "no limite extremo" para com o ilustre radialista.
O mundo plugado é assim mesmo. As redes sociais liquidaram de vez com o monopólio e controle das informações que as grandes corporações de mídia ocuparam até agora. Por isso, aliadas a governantes apavorados com o poder da liberdade, querem a todo custo exercer censura sobre a internet, como já fazem China e Cuba.
Seria uma pena, pois não conseguiríamos mais exportar nosso bom humor além das fronteiras, como fez a publicitária Carolina Kuhn com o viral "Porto Alegre É Demais",conseguindo mais de 100 mil visualisações e divulgando o jingle de um supermercado local para todo o Brasil, de forma muito mais intensa que duas décadas de exibição maciça nas rádios e TVs locais jamais conseguiram.
#CALA A BOCA GALVÃO Seca-Pimenteira e que enche o saco dos telespectadores
07 junho 2010
05 junho 2010
Dia do Meio Ambiente: Curitiba, a cidade mais verde do mundo é brasileira!
Estar em Curitiba me faz pensar que todo o resto do país e do mundo, deveriam seguir o exemplo de modelo de desenvolvimento de ações sustentáveis aplicadas por aqui! É admirável os projetos e investimentos dedicados a preservação ambiental e pesquisas para o uso de energias renováveis. O maior exemplo é o Projeto Biocidade, inédito no país, que recebeu o prêmio Globe Sustainable City Award, edição 2010, promovido pela Globe Award, instituição sem fins lucrativos que promove e premia ações de sustentabilidade ao redor do mundo. Curitiba foi escolhida por sua excelência no desenvolvimento urbano sustentável, onde preserva a biodiversidade urbana em todas as suas ações e projetos.
Dificíl destacar um deles, mas a Linha Verde, que faz parte do Projeto Biocidade, a maior intervenção urbana nos últimos 20 anos, inclui ônibus movidos a biocombustível, única cidade no mundo a adotar isso. O programa se desdobra para áreas da gestão municipal como habitação, transporte e educação, potencializando o viés ambiental de outros projetos municipais de desenvolvimento e urbanização. O Programa Biocidade também foi concebido para promover o conhecimento e a reintrodução da flora nativa regional nos espaços públicos e privados da cidade. Seu principal foco é a pesquisa de espécies brasileiras com potencial ornamental, para posterior produção e uso no paisagismo urbano e no enriquecimento da biodiversdade de bosques, parques e áreas verdes. O programa conta com parcerias de instituições de pesquisas, universidades e ONGs; e é a segunda cidade brasileira a ter lei para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (RPPNMs). A lei permite que proprietários de terrenos com 70% ou mais de mata nativa relevante à biodiversidade solicitem à Secretaria Municipal do Meio Ambiente a transformação da área em RPPNM.
CWB também tem a única Universidade Livre do Meio Ambiente - UNILIVRE - uma Organização Não-Governamental pioneira na inclusão dos vários segmentos da sociedade na discussão sobre o meio ambiente, que desenvolve e executa projetos sócio-ambientais e programas de capacitação para diversos segmentos: escolas, empresas, órgãos públicos, sindicatos e demais entidades do terceiro setor, e onde encontram-se os maiores especialistas em Direito Ambiental.
Curitiba também se dedica e investe em programas e estudos para energias renovavéis, como a geração de energia elétrica através da biomassa.
Me dedico e escrevo uma revista voltada a este tema e acredito que essas ações deveriam ser mais divulgadas! Pouca gente sabe sobre o potencial que Curitiba tem como exemplo e os órgãos municipais e estaduais deveriam repensar a sua divulgação, tão importante para o Brasil e o Mundo!!
Já pensei sobre isso e a única resposta que me veio em pensamento foi a seguinte: Como eu, que penso trocar Sampa por Curitiba, haverá um booomm habitacional !!03 junho 2010
Simpática como uma curitibana!!!!
Ontem estive com a minha queridíssima e simpática Ana aqui em Curitiba e levei um puxão de orelha pela minha falta de assiduidade aqui neste espaço.... Então vamos as histórias de CWB! Hoje o clima está como o curitibano autêntico gosta: frio, chuvinha, noite gelada!!
"Antes que me esqueça"
Essa preocupação me assaltou pela primeira vez no dia exato em que minha rua ganhou uma mão de piche. Foi há um bom par de anos. E se agravou ao ler A terceira onda e O choque do futuro, ambos do jornalista Alvin Toffler. Ele tratava da arquitetura desmontável praticada nos Estados Unidos e da impossibilidade cada vez maior de alguém rever a escola ou uma praça da meninice. Tanto fascínio pelo novo tinha um preço – alertava.
Toffler é hoje um nome tão fora de moda quanto a touca bóbis. De futurista arrojado acabou relegado à categoria dos chatonildos avessos à alta tecnologia. Mas cá entre nós, ainda gosto do velho Alvin. Nele me escoro para sobreviver à fúria dos twitters que, em nome da velocidade, roubam nosso tempo.
Há quem julgue essa conversa uma ladainha de gagás. Ao provocá-la, costumo escutar que qualquer saudosismo não passa de tolice. Que “é relativo”, pois o “mapa afetivo” de quem agora está na flor dos 15 anos vai incluir prédios fumês e pracinhas do Batel divididas ao meio. É a regra: uma hora, todo mundo fica na saudade. O próprio Toffler entendeu que a nostalgia é um sentimento ralo demais para ditar as regras do mundo. Suspeito que por causa disso afirmou que as cidades só permanecem a pino num único ponto: nas nossas lembranças, esse vasto “museu imaginário”, conforme expressão cunhada por André Malraux.
Tenho para mim que essa prosa toda ajudou a desenvolver o conceito de “cidade imaginária”, um lugar empoeirado e impreciso, mas resistente à tirania das betoneiras e dos bate-estacas. Nas lembranças ainda é possível que as metrópoles sejam como ninhos. Como fala a filósofa Olgária Mattos, “uma rua é um lugar em que uma guerra eclodiu e onde um amor acabou”. É o que os mapas afetivos de Claire e sua turma estão nos forçando a lembrar.
Anos atrás, um membro da família Geronasso, do bairro Boa Vista, me contou da paixão proibida entre o agregado Jovino do Rosário – cujo nome batiza uma das vias rápidas da região – e Angelina, filha do patriarca Ludovico. A história tinha tal colorido que até hoje não passo por ali sem imaginar a bela montada num cavalo branco, como me foi descrito, trocando olhares furtivos com o pobre do amado. Merecia uma placa no sinaleiro: “Aqui Jovino roubou um beijo”. Seria inspirador, particularmente em dias de engarrafamento.
A memória, creio, pode ser um mecanismo mágico e subversivo. Fiz a experiência ontem: a Ana me perguntou há quanto tempo eu morava na redondeza. Respondi que desde a época em que a Rua Ângelo Sampaio tinha paralelepípedos. Rimos feito bobos. Sem querer, dei àquela mulher a chave dos segredos: ela sabe que habito, de fato, a um palmo do asfalto.
"Antes que me esqueça"
José Carlos Fernandes
Soube que a artista plástica Claire Kessner-Bradner traça “mapas afetivos” com os endereços que marcaram sua vida. A proposta é muito simples: ela cata o guia das ruas de sua cidade, São Francisco, na Califórnia, e finca ali plaquinhas, nas quais explica, de próprio punho, o que lhe aconteceu nas alamedas x ou y. Nada de mais: as marcações variam do lugar em que teve um beijo roubado à calçada onde levou um tombo de skate. O efeito é instantâneo. Diante do mapa íntimo da artista outras pessoas se sentem estimuladas a fazer o mesmo. Pelo que se sabe, a brincadeira está gerando uma espécie de “movimento planetário em prol da cartografia sentimental”, o que é bem-vindo nesse momento em que as metrópoles estão cada vez mais parecidas a Gotham City.
Acho difícil encontrar um morador da zona urbana que não tenha sofrido algum atentado à memória. Um belo dia a gente passa e o armazém do seu Edevar ou a casa da dona Nerinha não estão mais lá. Pior que isso – não tarda e acabamos esquecendo como era a dita rua da nossa infância, onde transitávamos de Conga e sem os dentes da frente.Essa preocupação me assaltou pela primeira vez no dia exato em que minha rua ganhou uma mão de piche. Foi há um bom par de anos. E se agravou ao ler A terceira onda e O choque do futuro, ambos do jornalista Alvin Toffler. Ele tratava da arquitetura desmontável praticada nos Estados Unidos e da impossibilidade cada vez maior de alguém rever a escola ou uma praça da meninice. Tanto fascínio pelo novo tinha um preço – alertava.
Toffler é hoje um nome tão fora de moda quanto a touca bóbis. De futurista arrojado acabou relegado à categoria dos chatonildos avessos à alta tecnologia. Mas cá entre nós, ainda gosto do velho Alvin. Nele me escoro para sobreviver à fúria dos twitters que, em nome da velocidade, roubam nosso tempo.
Há quem julgue essa conversa uma ladainha de gagás. Ao provocá-la, costumo escutar que qualquer saudosismo não passa de tolice. Que “é relativo”, pois o “mapa afetivo” de quem agora está na flor dos 15 anos vai incluir prédios fumês e pracinhas do Batel divididas ao meio. É a regra: uma hora, todo mundo fica na saudade. O próprio Toffler entendeu que a nostalgia é um sentimento ralo demais para ditar as regras do mundo. Suspeito que por causa disso afirmou que as cidades só permanecem a pino num único ponto: nas nossas lembranças, esse vasto “museu imaginário”, conforme expressão cunhada por André Malraux.
Tenho para mim que essa prosa toda ajudou a desenvolver o conceito de “cidade imaginária”, um lugar empoeirado e impreciso, mas resistente à tirania das betoneiras e dos bate-estacas. Nas lembranças ainda é possível que as metrópoles sejam como ninhos. Como fala a filósofa Olgária Mattos, “uma rua é um lugar em que uma guerra eclodiu e onde um amor acabou”. É o que os mapas afetivos de Claire e sua turma estão nos forçando a lembrar.
Anos atrás, um membro da família Geronasso, do bairro Boa Vista, me contou da paixão proibida entre o agregado Jovino do Rosário – cujo nome batiza uma das vias rápidas da região – e Angelina, filha do patriarca Ludovico. A história tinha tal colorido que até hoje não passo por ali sem imaginar a bela montada num cavalo branco, como me foi descrito, trocando olhares furtivos com o pobre do amado. Merecia uma placa no sinaleiro: “Aqui Jovino roubou um beijo”. Seria inspirador, particularmente em dias de engarrafamento.
A memória, creio, pode ser um mecanismo mágico e subversivo. Fiz a experiência ontem: a Ana me perguntou há quanto tempo eu morava na redondeza. Respondi que desde a época em que a Rua Ângelo Sampaio tinha paralelepípedos. Rimos feito bobos. Sem querer, dei àquela mulher a chave dos segredos: ela sabe que habito, de fato, a um palmo do asfalto.
01 junho 2010
A tão falada Meritocracia....
Depois da presidente do CPERGS, Rejane Dutra, bradar contra o "Enem" dos professores proposto pelo INEP, foi a vez do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Leão, manifestar "preocupação com a possibilidade de a prova se transformar em instrumento de avaliação e mérito, levando a um ranqueamento de bons ou maus professores".
Mas ora bolas, como é então que devemos avaliar professores? Principalmente os de escolas públicas, que são pagos através dos nossos impostos? Atualmente, o sistema é perverso: a avaliação se dá através aprovação dos alunos em sala de aula. Ou seja, se existe qualquer dificuldade com determinado mestre, o problema só vai ser solucionado (ou não) depois que o estrago está feito.
Numa pequena busca na internet, achamos o que é Meritocracia: "Meritocracia (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento, e há uma predominância de valores associados à educação e à competência."
A meritocracia está associada, por exemplo, ao estado burocrático, sendo a forma pela qual os funcionários estatais são selecionados para seus postos de acordo com sua capacidade (através de concursos, por exemplo). Ou ainda – associação mais comum – aos exames de ingresso ou avaliação nas escolas, nos quais não há discriminação entre os alunos quanto ao conteúdo das perguntas ou temas propostos. Assim, meritocracia também indica posições ou colocações conseguidas por mérito pessoal.
A palavra meritocracia provavelmente apareceu pela primeira vez no livro "Rise of the Meritocracy", de Michael Young (1958). No livro carregava ela um conteúdo negativo, pois a história tratava de uma sociedade futura na qual a posição social de uma pessoa era determinada pelo QI e esforço. Young utilizou a palavra mérito num sentido pejorativo, diferente do comum ou daquele usado pelos defensores da meritocracia. Para estes, mérito significa aproximadamente habilidade, inteligência e esforço. Uma crítica comumente feita à meritocracia é a ausência de uma medida específica desses valores, e a arbitrariedade de sua escolha.
Claro que, no Brasil, os interessados de plantão só usam o sentido pejorativo negativo da Meritocracia, escondendo que ela é um sistema muito mais justo, por exemplo, do que a obtenção de FGs ou CCs por apadrinhamento político.
Quem não gosta de ser avaliado ou criticado tem sérios problemas de auto-estima ou competência. No caso, nada mais justo para a sociedade como um todo que os professores tenham de mostrar se realmente sabem ensinar, se a matéria que lecionam está "na ponta da língua" e se esses conhecimentos estão sendo colocados em prática na educação de nossos filhos.
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