31 julho 2008

Hoje, usando o ontem, e pensando no amanhã

A HocDie Design é um daqueles lugares que me fazem ficar feliz.
É de gente que não se contenta em fazer coisas legais, elas precisam fazer algo mais! Deixa eu explicar: a arquiteta Pati Fernandes e seu sócio, o designer Nelson Schiesari, ficavam indignados ao ver caçambas cheias de tacos de madeira cujo destino seria o lixão mais próximo.
Com criatividade, talento, bom gosto e o principal, iniciativa, eles começaram a desenvolver móveis e outros objetos estilosos usando o que antes era considerado lixo. Como ela mesma disse, alguns tacos foram feitos com tipos madeira que hoje estão em extinção. O que eles fazem então? Recolhem, selecionam e separam os tacos por lotes.
Quando conseguem, identificam até a espécie de árvore do qual foi feito cada lote de taco. Depois de lixar e eliminar as "sujeiras" da madeira, eles desenvolvem projetos específicos. Os marceneiros da HocDie então, criam painéis auto-travantes com acabamentos e detalhes diferenciados. O resultado de todo este trabalho é a linha México. Um show de design!
Peças sensacionais, únicas e cheias de história. O que um dia serviu de piso e após anos e anos de uso tinha o lixo como fim certo, transforma-se em espetaculares peças.
Abaixo as fotos da estante El-Ipse, a banqueta Cubo e a mesa Taquinho.
A HocDie Design desenvolve diversos produtos além destes, inclusive projetos personalizados. Em tempo, HocDie quer dizer "Hoje" em latim. É o hoje, usando o ontem, pensando no amanhã.






Recarregada :)

.....No corpo, na mente, no espírito e no coração!


;)

11 julho 2008

Off Line......



...Uma pausa para.......

Descansar o corpo e a mente,

Elevar o espírito,

Me dedicar aos amados,

e curtir os prazeres da vida!


Volto em breve.......







Yoani Sánchez - uma blogueira cubana corajosa


Em casa, ela não pode nem acessar a internet. Mas mesmo assim virou um dos maiores fenômenos da blogosfera mundial.
Tudo por causa do Generación Y, blog que já foi alvo de críticas e censuras até do ex-presidente Fidel Castro. Mas nada impede que a blogueira Yoani Sánchez, 32 anos, freqüente os hotéis e cybercafés da cidade (mesmo com o dinheiro contadíssimo!) para expressar as suas opiniões e relatos sobre a vida cubana.
Como é acessar a internet em Cuba?
Yoani Sánchez: Extremamente complicado. Em primeiro lugar, os cubanos não podem ter internet em casa, a não ser os altos funcionários ou os estrangeiros que residem aqui. Saio de casa com um pen drive levando meus posts e vou para um lugar público me conectar. Só posso fazer isso uma ou duas vezes por semana, porque o acesso é muito caro (cerca de 7 ou 8 dólares por hora). Tenho que otimizar meu tempo. Um cartão de uma hora, uso 6 ou 7 vezes. Tornei-me uma especialista em aproveitar ao máximo meus minutos online.
Dá para acompanhar outros sites?
Yoani Sánchez: Eu não navego na internet. Meu acesso só dá para postar meus textos ou enviá-los por e-mail para amigos postarem para mim quando eu não posso.
O Generación Y já recebeu mais de 4 milhões de visitas.
Você tem idéia de quem é o seu leitor?
Yoani Sánchez: O êxito dele é a empatia que ele causou em tantas pessoas, as paixões que levantou. Foi uma surpresa para mim. Quando comecei era algo muito pessoal que, pouco a pouco, foi recebendo a atenção de todo o mundo. Escrevo porque tenho muita coisa para contar da minha realidade... Não me importa se uma pessoa ou 500 milhões me lêem. Preciso exteriorizar esse monte de coisas que não circulam no meio oficial cubano. E com a espontaneidade e a leveza de quem não é uma jornalista, mas alguém que vive no meio de todos esses acontecimentos.
Você tem sido reconhecida no mundo inteiro, mas e em Cuba?
Yoani Sánchez: Aqui o blog é conhecido de forma diferente, já que o acesso à internet é muito limitado. As pessoas copiam as informações que lhe interessam em pen drives ou disquete e depois distribuem. Então, não são tantos que acessam meu blog online, mas muitos conseguem ler as cópias através dessas outras formas de divulgação. E eu percebo isso nas ruas, muitas pessoas já me reconhecem.
E de que forma isso está refletindo na blogosfera cubana?
Yoani Sánchez: O fenômeno do Generación Y é contagiante. Muito mais cubanos têm decidido contar sua opinião e mostrar como vivem. Estou investindo muito tempo e energia para aumentar essa blogosfera cubana, a motivar possíveis bloggers a escreverem sobre a sua vida.

Leia mais sobre: Yoani Sánchez

.....Aos poucos a geração do boom da literatura hispano-americana no mundo europeu e norte-americano (veja-se a influência de um Borges num Paul Auster) vai esmaecendo não somente com a morte dos seus protagonistas, mas também em razão de seus principais autores não terem mais a grandeza das criações iniciais.

Percebe-se também o qual geniais foram as produções dos anos sessenta e setenta do século XX, a ponto de não mais se repetirem livros como Rayuela, de Cortázar ou mesmo o Três tristes tigres, de Cabrera Infante.

O mundo literário, como um todo, na pós-modernidade, atenuou as aventuras experimentais desses autores instigantes que, herdeiros de Faulkner e Joyce, deram contribuição fundamental ao romance universal.

Morre com Cabrera Infante um pouco de uma era exuberante e de uma literatura que conseguia conjugar qualidade e experimentação literária sem perder de vista o grande público leitor.

Três tristes tigres ficará na literatura cubana junto com Paradiso, de Lezama Lima e de El siglo de las luces, de Alejo Carpentier, do mesmo modo que permanecerá entre os grandes romances do século passado. Nada tão novo ou provocativo foi feito depois desses monstros sagrados da literatura hispano-americana.

A literatura tem se tornado uma repetição de fórmulas, atualizando os temas, mas sem a vocação para alçar vôos mais audaciosos. Morre com Cabrera Infante uma época. Morre com Cabrera Infante o melhor humor literário (como bom herdeiro de Sterne, Cabrera adorava Machado de Assis). Morre com Cabrera Infante sua contraditória melancolia e vida sombria: Bella Josef, que o encontrou várias vezes em Londres, relata a surpresa de visitar um autor tão sombrio, diferente dos personagens bem-humorados e tropicais do seu livro mais engraçado: Três tristes tigres.

Morre com Cabrera Infante o último grande romancista cubano....


Por Ronaldo Costa Fernandes
Poeta, narrador e ensaísta

Três tristes tigres


Três tristes tigres (o título já dá a idéia da narrativa: refere-se a um trava-línguas famoso) é um romance com vários personagens que perambulam por La Rampa, o bairro boêmio de Havana, entrando e saindo de cabarés, mantendo longos diálogos e envolvendo-se na noite pré-castrista entre fantasias e desventuras de jovens aventureiros e intelectuais (Códac, o fotógrafo, Bustrófedon - o homem dos jogos verbais e mentais, Arsenio Cué, Silvestre e Eribó).
As influências de Cabrera Infante são Lewis Carroll, James Joyce, Sterne e Petrônio.
Romance fragmentário, com várias vozes, de um humor exuberante e uma constante brincadeira com as palavras (um dos momentos intelectualmente mais instigadores é quando Cabrera Infante parodia, com muita graça, os mitos literários cubanos escrevendo à maneira, entre outros, de Alejo Carpentier e Lezama Lima).
As narrativas em primeira pessoa mostram uma vivacidade que as traduções não conseguem recriar. Cabrera dizia que o espanhol falado no livro é um argot (gíria) de um determinado grupo de uma determinada área (La Rampa) de Cuba.
O livro é composto por pequenos livros-narrativas como mosaicos menores inseridos num outro maior. Grosso modo, temos: o livro da cantora em “Ella cantaba boleros”; os pastiches e os jogos verbais de Bustrófedon; a sessão de análise em que a voz de uma mulher somente aparece velando a voz do analista e, entre outros, a “Bachata”, quando dois personagens, Arsenio Cué e Silvestre, andam de carro pelo Malecón.
Há uma certa euforia da velocidade, os diálogos - recheados de paradoxos que lembram Lewis Caroll - são sobre mulher, a vida, o passado, a música, Cuba e muitos outros temas discutidos com erudição e humor. A oralidade é o forte do romance. É ela que subverte o beletrismo e que instaura um clima de paródia, de fluxo de consciência feito, ao contrário do humor irlandês de James Joyce, com a ginga e bossa dos cubanos - essa gente que também tem candomblé, uma grande população negra e a música mais contagiante do Caribe.
Os fragmentos da narrativa que compõem o romance dão unidade através da heterogeneidade, na falta de perspectiva de seus protagonistas, na intermitência das falas - cria-se uma substância, um corpus organizado a partir da desordem.
Na introdução do livro, o autor mesmo adverte: este livro está escrito em cubano. “Es decir, escrito en los diferentes dialectos del español que se hablan en Cuba… predomina como un acento el habla de los habaneros y en particular la jerga (gíria) nocturna, que, como en todas las grandes ciudades, tiende a ser un idioma secreto”.
Três tristes tigres é, ao mesmo tempo, regional e universal. Utiliza-se da gíria, da descontrução da linguagem falada, dos períodos longos a refletir o mais fielmente possível a confusão mental dos personagens, faz uso dos temas das conversas e preocupações dos protagonistas expressas através de diálogos e atitudes que mostram uma faceta universal e, concomitantemente, registram uma marca essencialmente cubana.
Vale a leitura!!!

09 julho 2008

“Cachao … Como Su Ritmo No Hay Dos”


O músico cubano Israel “Cachao” López, morto este ano, aos 89 anos, se tornou uma lenda da música cubana com sua fenomenal habilidade com o baixo e se destacou por suas atuações musicais no mambo e no jazz latino.
López, que recebeu do bisavô o apelido “Cachao”, era um dos símbolos da música cubana, inventos do mambo, que em dialeto locumi quer dizer "história", e rei dos downloads pela Internet e das improvisações ao vivo conhecidas como "jam sessions".
Começou aos sete anos a tocar percussão em sua cidade natal Cuba e depois passou para o instrumento de cordas. Compartilhou palcos com a inesquecível Celia Cruz e seu esposo Pedro Knight, assim como com o trombonista Generoso Jiménez, que também morreu recentemente.

“Cachao” saiu de Cuba em 1962, após a instauração do regime de Fidel Castro, com uma longa lista de sucessos e afirmou em entrevista à Agência Efe, em 2007, que se não fosse por seu compatriota e colega Dámaso Pérez Prado “não teria escutado o mambo mundialmente”.
Sua primeira parada foi Madri, onde permaneceu um ano antes de emigrar para Nova York. Trabalhou com Charlie Palmieri e Tito Puente, entre outros grandes músicos.
Nos Estados Unidos ganhou um prêmio Grammy, obteve um título de “Doutor Honoris Causa” pela Universidade de Berkley e até uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood.

Em 1993 o ator cubano Andy García o redescobriu e produziu um documentário intitulado “Cachao … Como Su Ritmo No Hay Dos”, sobre sua música.

Seu mais recente trabalho musical foi realizado com Gloria e Emilio Estefan no álbum da cantora “90 Milhas”.



Jazz pode explicar de onde vem a criatividade

Inspirados pelas lendárias improvisações de músicos de jazz como Miles Davis e John Coltrane, cientistas estão estudando os cérebros de jazzistas modernos para descobrir de onde vem a criatividade - pense na origem dos sonhos. As experiências não representam apenas uma curiosidade que interessa primordialmente aos fãs do jazz, mas um experimento ousado quanto ao aspecto neurocientífico da música, um campo que está florescendo à medida que os pesquisadores percebem que a música serve como forma de iluminar a maneira pela qual o cérebro trabalha.
A maneira pela qual tocamos e ouvimos música oferece uma janela para a maior parte das funções cognitivas cotidianas, da atenção à emoção e à memória, o que por sua vez poderia ajudar no desenvolvimento de tratamentos para distúrbios cerebrais.

No entanto, a criatividade vem sendo há muito vista como um fenômeno fugaz demais para que se possa medi-la. O Dr. Charles Limb, um saxofonista que se tornou especialista em audição, acredita que a improvisação de jazz ofereça uma ferramenta perfeita para fazê-lo, ao permitir comparações quanto ao que acontece no cérebro de músicos treinados nos momentos em que tocam de memória e o que acontece nos momentos em que improvisam.

“Uma coisa é compor uma musiquinha curta. Outra é compor uma obra-prima, uma obra longa, uma hora inteira de música apresentando idéia após idéia original”, explica Limb, professor de otorrinolaringologia na Universidade Johns Hopkins, cujo objetivo mais amplo é ajudar os surdos não só a ouvir como a ouvir música.

Como observar um cérebro sob o efeito do jazz? Por meio de um aparelho de ressonância magnética que mede as alterações no uso de oxigênio pelas diferentes regiões do cérebro à medida que elas executam diferentes tarefas.

08 julho 2008

Paz e Amor bichtooooo

Ringo Starr promoveu uma festa de "Paz e Amor" numa calçada de Chicago - EUA, debaixo de chuva, para comemorar seus 68 aninhos!
No meio de uma turnê norte-americana, Ringo Starr anunciou o evento em seu site, desejando "apenas mais paz e amor" conforme declarou em entrevista recente sobre o que queria ganhar em seu aniversário.
Ele também disse esperar que qualquer pessoa, que quisesse unir-se a ele em qualquer lugar do mundo, celebrasse o dia fazendo o sinal da paz, com dois dedos, ao meio-dia, segundo fuso horário local.
Ele próprio se atrasou dois minutos para a comemoração, mas foi recebido com aplausos ao som de "Parabéns a Você".

Cuba Linda