23 abril 2009

Back in Time


O Focus tem uma história um tanto esquisita, apesar de até hoje ser referência em seu país de origem, a Holanda e ser o grupo mais famoso daquele país. A origem do Focus se deu através da participação de Jan Ackerman e Thijs van Leer na adapatação da trilha sonora do musical Hair, quando o mesmo esteve em cartaz na Holanda, participação registrada no disco "The American Tribal Love-Rock Musical" de 1969.
Após a experiência com o musical Hair, os fundadores do então projeto, o guitarrista Jan Akkerman e o tecladista / flautista e vocalista Thijs van Leer, resolveram batizar o grupo e tentarem a sorte, fazendo um som que começava a despontar principalmente na Inglaterra, o Rock Progressivo, que já tinha alguns ícones como o Yes, Jethro Tull e o Pink Floyd.
A estréia do Focus como banda, se deu ainda em 1969, com o lançamento álbum "In And Out Of Focus" , que somente obteve um certo reconhecimento, tanto dos fãs como da crítica especializada, após o lançamento de "Moving Waves" em 1972, tornando clássicas algumas músicas deste álbum como "Focus" e "House Of The King".

Após algum tempo apresentando-se em clubes locais, o Focus volta ao estúdio para conceber uma das maiores obras primas do Rock Progressivo de todos os tempos, "Focus II", lançado originalmente em 1970 e que apenas dois anos depois, no verão europeu de 1972, é lançado mundialmente com o nome que o tornou famoso, "Moving Waves" e que definitivamente jogou o Focus para o mundo.
O álbum tem início com o cartão de visitas definitivos do Focus, "Hocus Pocus", em que se tratando de uma banda de Rock Progressivo, soa até que bem "heavy" para a época. Na sequência, outra obra prima com assinatura de Jan Akkerman, "Le Clochard", que conta somente com violão e um acompanhamento preciso do Mellotron de van Leer. "Janis" é mais uma aula de melodia e inspiração, desta vez comandada pela flauta de Thijs van Leer. Focus II (a banda tinha o hábito de batizar muitas de suas músicas com o nome da banda, Focus, Focus I, II e assim por diante, é sem dúvidas, de todas as "Focus" gravadas a mais bela, alternando momentos calmos e até mesmo levadas Jazzísticas.
Mas as qualidades da banda foram muito mais significantes. Suas extensas e quase exclusivas composições instrumentais e improvisações continham várias referências à música erudita. Um exemplo é a referência a ópera de Monteverdi na canção Eruption, do álbum Moving Waves. Outra demonstração está na referência à Johann Sebastian Bach (meu erudito preferido) em Carnival Fugue, do álbum Focus 3, ou ainda das referências ao Renascimento de Anonymus II, do mesmo álbum.

Ah...Só mesmo ouvindo.

SIMPLESMENTE INDISPENSÁVEL!

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