28 novembro 2012

Ela guardava em si a impressão de que o perderia Ele tinha pra si que não precisava dela de fato As mãos entrelaçadas, cambaleantes, tocavam-se frias A separação se perfez antes no espírito que de fato Ela, em silêncio, refletia sobre as perdas Ele, falando aos quatro cantos, nem percebia a falta Um dia ela acordou do transe, amou o sol lá fora Ele, que não dormia nunca, nem via as cores do dia e numa bela tarde rasa naquela esquina perto de casa se viram como nunca dantes tinham o coração tranquilo as mãos entrelaçaram-se novamente se desfez o peso dos dias passados decidiram tomar mais um café juntos riram das verdades presentes e como se nunca tivessem se amado feito amantes, amigos, amaram-se para sempre!


@gisele zamboni

Regulamentação para eficiência em edificações

Regulamentação para eficiência em edificações

09 maio 2012

esse os homens vão adorar!

Casas do Brasil

Os ciganos têm sua história construída em cima, basicamente, do nomadismo. Com isso, participam de certo modo de quase todos os povos do mundo. Chegaram ao Brasil no século XVI, quando João Torres foi condenado a sair de Portugal e ficar cinco anos aqui na colônia. 
Hoje, os ciganos no Brasil já passam um milhão e meio. A maioria é Calon (o povo é dividido em dois grupos majoritários: Rom e Calon). O grupo veio principalmente de Portugal e Espanha.
A questão da terra ainda é levada pelos ciganos como uma questão de liberdade. O que ainda existe de ideal cigano no imaginário popular, como a moradia em barracas, é vivido pelos Calons. São esses personagens e suas moradias o tema de exposição “Casas do Brasil – Barraca Cigana” da fotógrafa Luciana Sampaio no Museu da Casa Brasileira.
Como parte da mostra, haverá uma barraca no jardim do museu, montada pelo chefe cigano Darci Soares, sua mulher Diholaila Marinho Soares, sobrinho Fabinho Soares e filha Marimar Soares, do grupo de Jaboticabal. A barraca permitirá aos visitantes vivenciar o espaço doméstico e a experiência cotidiana da moradia cigana.
A proposta da exposição é abrir um pouco da vida dessas comunidades. Por quase 15 anos, a fotógrafa conviveu com famílias do grupo Calon espalhadas pelo Estado de São Paulo. O resultado de tantos anos de dedicação é apresentado em fotos e vídeos no Museu da Casa Brasileira e recebe o título de "Casas do Brasil - Barraca Cigana".

Parte do extenso arquivo documental, estimulado pela curiosidade da cultura cigana, como o dialeto que sobrevive há séculos sem existir em forma escrita, a organização familiar, vestimentas e a própria condição de moradia, será exposta no Museu.

Os ciganos retratados na exposição atualmente vivem em acampamentos espalhados por seis cidades: Jaboticabal, Pitangueiras, Guariba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São Paulo.

Serviço
Casas do Brasil - Barraca Cigana
Até 3 de junho
Local: Museu da Casa Brasileira - São paulo - SP
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705
Ingressos: R$ 4,00 (estudantes pagam meia entrada)
Telefone: (11) 3032-3727
Site: http://www.mcb.org.br

pra essa lua cheia......

Com a maré da manhã surgiu no Céu uma Lua
De lá desceu e fitou-me Como o falcão que arrebata o pássaro,
Essa Lua agarrou-me e cruzou o Céu
Quando olhei para mim, já não me vi
Naquela Lua, meu Corpo se tornara por graça,
Sutil como a Alma Viajei então, em estado de Alma
E nada mais vi se não a Lua, até que o segredo do saber divino me foi por inteiro revelado
As nove esferas celestes fundiram-se na Lua
E o vaso do meu ser dissolveu-se inteiro no Mar
Quando o Mar quebrou-se em ondas,
A sabedoria divina lançou sua voz ao longe
Assim tudo ocorreu, assim tudo foi feito
Logo o Mar inundou-se de espuma
E cada gota de espuma tomou forma e Corpo
Ao receber o chamado do Mar Cada Corpo de espuma se desfez
E tornou-se espírito no Oceano

15 março 2012

A palavra coragem





A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
- Osho -

17 fevereiro 2012

impermanência





Ontem à noite estava assim um pouco preocupada... e já ia por esse caminho, quando me dei conta que só me preocupava porque imaginava que os mesmos elementos da minha realidade hoje estariam presentes nos próximos dias... e nos próximos meses... e anos...
Na mesma hora, algo se ampliou dentro de mim e me lembrei que estamos em um Universo de infinitas possibilidades...
Foi muito clara a forma que me senti antes... e depois dessa percepção... vi como somos mesmo responsáveis por criar nossa realidade, dia após dia, com os mesmos elementos do passado, quase não dando oportunidade ao novo.
Senti que esse momento de percepção foi uma grande liberação... Antes, sentia-me presa como se estivesse em um casulo que eu não queria abandonar... que me limitava só ao que era conhecido e, mesmo assim, parece que ficava cada vez mais limitado por medos e preocupações...
Depois me senti livre e aberta a todas as possibilidades... Em um segundo de clareza, o casulo se rompeu e eu voei...

É que as transformações tão necessárias, às vezes, não são muito fáceis e podemos nos apegar ao que deve ser deixado... prolongando o tempo do casulo, retardando o vôo da borboleta... o vôo da liberdade...
A nossa natureza é sábia... e quando estamos prontos para dar mais um passo adiante, onde podemos ter uma visão mais ampla da nossa realidade, isso se dá suavemente, quando não resistimos ao fluxo natural da vida... ou nem tanto... quando resistimos e tentamos segurar a todo custo o que já passou...
Nesses casos é quando o Universo costuma puxar nosso tapete... e alguma coisa inesperada e aparentemente ruim nos chama atenção para as transformações necessárias...
Ficamos tão acostumados com determinados casulos que já não nos cabem mais que, mesmo apertados e desconfortáveis, preferimos ficar ali a arriscar um mergulho no desconhecido...
Mesmo sem perspectiva nenhuma, existem situações nas nossas vidas que nos prendem até o ponto em que algo acontece para nos mostrar que é realmente hora de mudar e de alçar novos vôos.

Saber fluir com os ciclos faz nossa vida mais leve e sem esforço... mas, quase sempre nos agarramos às beiradas tentando segurar o tempo... as coisas... as pessoas... e nem percebemos que a vida passa e nós ficamos estagnados e presos ao que passou.
Quando mudamos de ciclo é como se chegássemos a um patamar um pouco acima de onde estávamos... na subida da montanha... e dali nossa vista alcança um pouco mais longe e podemos ver com mais clareza as coisas... que eram verdade, até então, agora... vista desse ponto, não são mais...

Aprendemos que as verdades que nos alimentam em determinados momentos não são as que nos alimentam em outros... nessa realidade de impermanência, tudo vai se transformando, na medida em que nos abrimos para essas transformações...
Podemos nos prender aos casulos que nos servem de morada... e de caminho... durante nossa jornada aqui... mas o casulo não é uma morada permanente e é pura perda de tempo e de energia acreditarmos que é...

Deixar ir o que passou, sem julgamentos e com Amor, por entender que era o aprendizado que precisávamos naquela hora, mas que já cumpriu seu papel... nos deixa livres para mergulhar por inteiro nas infinitas possibilidades que se apresentam quando soltamos as amarras do passado e nos abrimos para o risco e a maravilha que é viver sem garantias... no presente...